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prêmio mario degni: a marca da inovação

Incentivar a produção científica e estimular o aprimoramento técnico da Angiologia e da Cirurgia Vascular. Baseada nesses princípios, a SBACV lança o Prêmio Mario Degni. Conheça um pouco desse ícone da medicina brasileira considerado um homem à frente de seu tempo.
 
Inspirado no fundador da Sociedade Brasileira de Angiologia (SBA), hoje Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), está sendo criado o Prêmio Mario Degni, que se constituirá no reconhecimento aos três melhores trabalhos publicados no Jornal Vascular Brasileiro (JVB) no biênio 2018-2019 e em uma homenagem a um dos maiores propulsores da especialidade.

A Diretoria de Publicações idealizou o projeto e buscou a parceria do corpo editorial do JVB. A avaliação será realizada por um comitê julgador, formado por especialistas, que analisarão os trabalhos científicos com base na inovação, contribuições científica e tecnológica, impacto social, comunicação e interação com a sociedade. O professor Winston Bonetti Yoshida presidirá os trabalhos.

A primeira cerimônia de premiação será realizada no 43° Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular, em outubro de 2019, no estado de Pernambuco.

“Por orientação do nosso presidente, Roberto Sacilotto, queremos estimular a produção científica por meio do aumento de artigos publicados no Jornal Vascular Brasileiro. Ainda neste semestre, iniciaremos uma campanha de mobilização junto aos associados para que inscrevam seus trabalhos”, declara o diretor de Publicações e coordenador do Prêmio, Júlio Peclat. Ele acrescenta que a Diretoria Científica foi acionada para integrar o projeto.

Quem foi Mario Degni*

Um profissional inovador e audacioso, considerado o principal incentivador da especialidade no país. Médico dedicado ao estudo e à pesquisa, integrou 60 sociedades científicas no Brasil e no exterior, atuou em 30 bancas examinadoras para defesas de teses de doutorado e livre docência, integrou a direção de 14 diferentes revistas médicas, proferiu 375 palestras e organizou 41 cursos de atualização médica. Incansável, realizou mais de 600 aulas para ensinar técnicas próprias ou adaptadas por ele em diversos estados do país.

Profundo conhecedor de anatomia, ainda jovem foi agraciado com a homenagem dada a apenas a cinco médicos em todo o mundo: “Surgeon of Century”, em 1964, pelo International College of Surgeons, de Chicago (EUA).

Era considerado um homem à frente de seu tempo. Publicou o primeiro trabalho científico dele ainda no quinto ano de medicina: “Amputações — considerações gerais e fisiopatologia da dor no coto de amputação”. Antes de atuar como especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, foi cirurgião geral de notável competência e expressão.

Natural do município de Santo André, São Paulo, nasceu em 5 de dezembro de 1911. De origem humilde, titulou-se Doutor pela Faculdade de Medicina da USP em 1937, onde realizou sua livre-docência em técnica cirúrgica e cirurgia experimental. Fundou a Sociedade Brasileira de Angiologia (SBA), em 1952. Integrou a Comissão Científica da Associação Paulista de Medicina de 1953 a 1954. Presidiu o II Congresso Latino-Americano de Angiologia em 1954. Foi vice-presidente da Sociedade Internacional Cardiovascular, em 1957, e membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro em Desenvolvimento e de Pesquisas Hospitalares, em 1959.

Entre agosto de 1963 e setembro de 1965 foi reitor da Unicamp, onde estruturou a Faculdade de Medicina e atuou por quatro anos (1964-1968) como diretor do Departamento de Cirurgia. Teve destacada posição em periódicos especializados, como o Journal Cardiovascular Surgery, a revista Ars Curandi e a Revista Brasileira Cardiovascular, que ajudou a fundar junto com o professor Rubens Mayall, em 1965.

Dirigiu a Faculdade de Medicina da Fundação do ABC entre os anos de 1967 e 1970. Em 1979, durante o VII Congresso de Linfologia, realizado em Florença, na Itália, recebeu Medalha de Ouro em reconhecimento à contribuição que prestou ao progresso da Linfologia.

Mario Degni faleceu em 6 de agosto de 1996, aos 84 anos, nos legando com vasta contribuição. Ao todo, deixou 1.347 documentos importantes para a área médica. Desse total, 95 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais, sendo 25 específicos sobre técnicas inéditas e inventos de instrumentos cirúrgicos.

*Fonte: https://icase.cbc.itarget.com.br/membro/membros-inesqueciveis/id/6856

 Foto: https://www.expo50anos.unicamp.br/2/fotografias/1/fcm