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Para o Leonardo Nóbrega, presidente da Regional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular no Distrito Federal (SBACV-DF), os médicos estão ávidos por eventos presenciais, o que será um elemento importante para o sucesso do 44º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular, que será realizado em agosto. Como liderança local, ele tem a missão de contribuir com os preparativos para este grande reencontro, que terá como palco o Centro de Convenções de Brasília.

Segundo ele, esta será uma oportunidade imperdível de atualização profissional para médicos angiologistas e cirurgiões vasculares, sendo que todos os cuidados estão sendo tomados para garantir uma experiência de alto nível aos participantes.

Entusiasmado com a realização do evento, o presidente da SBACV-DF aposta na união dos associados como ferramenta para fortalecimento da entidade e da especialidade. Na entrevista a seguir, Nóbrega comenta a importância do engajamento dos associados e destaca os atrativos da capital federal para congressistas.

Esta é a primeira vez que o Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular ocorre em Brasília. Qual a sua expectativa?

Leonardo Nóbrega – As expectativas são as melhores, porque nós ganhamos o direito de sediar o Congresso ainda em 2017. Naquela época, nós já planejávamos fazer um grande congresso e sabíamos da vocação que Brasília tem para receber esse tipo de evento. A cidade conta com uma infraestrutura hoteleira espetacular, um centro de convenções de primeiro mundo, com uma gastronomia maravilhosa e oferece a possibilidade do turismo cívico.  Então, nós já vislumbrávamos um grande encontro. Veio essa pandemia, mas ela não nos tirou o desejo de promover um evento de alto nível. Mais ainda, nós identificamos na pandemia a necessidade de aproveitar esse momento para promover um grande reencontro da especialidade.

O senhor entende que o público-alvo está receptivo a eventos no formato presencial?

LN – Os nossos colegas estão ávidos por eventos presenciais. Ao longo da pandemia foram muitos eventos através do zoom, on-line, lives. Mas, agora, as pessoas querem um congresso presencial. Este ano, vamos participar das atividades de educação médica continuada, que fazem parte do congresso. Também vamos rever os amigos que há muito tempo não encontrávamos. É tempo de rever as pessoas com que nos reunimos tanto por meio de plataformas na internet, mas agora pessoalmente. Eu estou muito otimista e muito empolgado com esse congresso. Acredito que será um dos melhores. Certamente, será o maior que a nossa sociedade já organizou, com quatro auditórios grandes funcionando simultaneamente.

Brasília também é o palco de muitos debates de interesse para a medicina. O senhor acredita que o congresso facilita para a especialidade o diálogo institucional com os Poderes?

LN – A defesa profissional é um dos pilares da nossa missão como sociedade. Isso foi um tema que o nosso presidente, Julio Peclat, sempre defendeu muito. Nós temos esperança de que ele, em interlocução com parlamentares e outras pessoas influentes, possa trazer condições melhores de trabalho para os médicos angiologistas e cirurgiões vasculares. Durante o congresso, inclusive, haverá uma mesa de defesa profissional que será liderada pelo presidente da SBACV. Ele está organizando essa atividade que, tenho certeza, será brilhante. E nossa regional está aqui para dar suporte à nacional em tudo que precisar, como sempre fez a regional do Distrito Federal.

Como o médico especialista pode contribuir para o fortalecimento das especialidades e da SBACV?

LN – A melhor maneira de o médico colaborar e participar do fortalecimento da nossa especialidade é participando e sendo ativo nas atividades da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. No Distrito Federal, eu sempre tento movimentar a nossa Regional no sentido de agregar, de trazer todos para esse ambiente de discussão saudável e fraterno. Eu acho que só com união – de propósitos, de sentimentos, de força – é que nós conseguiremos fortalecer a nossa especialidade.

Como o senhor vê o trabalho dos especialistas em angiologia e cirurgia vascular no Distrito Federal?

LN – Somos cerca de 170 médicos especialistas no Distrito Federal, que atuam em Brasília e no entorno. Porém, mais importante do que a quantidade de médicos angiologistas e cirurgiões vasculares é a qualidade desses profissionais. Nossa Regional está muito bem representada do ponto de vista técnico. Eu não vejo necessidade de um paciente com doença vascular buscar tratamento fora do Distrito Federal, pois aqui há médicos e infraestrutura que oferecem o que existe de melhor, de mais moderno, nas nossas especialidades.

O Congresso da SBACV ocorre num momento de transição de pandemia para endemia de covid-19. Quais são os cuidados que estão sendo tomados para garantir segurança aos participantes?

LN – Pelo menos nos últimos meses, nós estamos aos poucos caminhando para maior controle da pandemia. Tivemos um pico dessa variante ômicron, mas agora ela apresentou um declínio considerável em seus indicadores. Com isso, estamos caminhando para um cenário bem melhor. O Brasil sempre está um pouco atrás da Europa com relação ao comportamento dessa doença. Portanto, estamos monitorando o comportamento do que ocorre naquele continente e transpomos, dentro de um horizonte de um a dois meses, o que vai acontecer no Brasil. Até o momento, nós estamos muito otimistas. No Distrito Federal, nós já temos a liberação do uso de máscaras, inclusive em ambientes fechados. No Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde será realizado o congresso, há muito espaço e será possível garantir distanciamento social, se for necessário. Os níveis de vacinação são altos. A maior parte da população brasileira já tomou, inclusive, a terceira dose. Então, eu vejo tudo com muito bons olhos, até porque estão ocorrendo eventos menores de forma muito satisfatória.

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