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Periodicidade de supervisão médica para doenças vasculares pode variar de uma semana a seis meses, de acordo com a gravidade

Desde março, o Brasil vive um momento bastante peculiar com a pandemia de Covid-19. A necessidade de isolamento social fez com que muitas pessoas deixassem de lado o acompanhamento médico de doenças vasculares crônicas. Consequentemente, casos agudos e emergenciais passam a ser muito mais recorrentes na rotina de angiologistas e cirurgiões vasculares. 

Durante esse período, houve um aumento de casos de trombose venosa, embolia pulmonar e urgências arteriais, que podem ser explicadas pela incidência de eventos trombóticos relacionados à infecção por SARS-Cov-2 e, também, pela negligência à supervisão da especialidade. De acordo com o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP), Dr. Walter Campos Júnior, a periodicidade de acompanhamento de uma doença vascular pré-existente pode variar de uma semana a seis meses, de acordo com a gravidade. 

O especialista explica que algumas doenças podem ter complicações, se não houver o monitoramento de um médico vascular. “A trombose venosa profunda (TVP) precisa do controle de dose dos anticoagulantes, pois pode levar a sangramento ou recidiva. O pé diabético pode ter progressão de infecção e perda do membro. Já o aneurisma pode progredir à rotura. Enquanto o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é comum em pacientes que apresentam problemas na carótida”, diz Dr. Campos. 

Ainda que não existam doenças vasculares pré-existentes, é muito importante observar os sinais que o corpo dá, principalmente nos membros inferiores. Pois, doenças vasculares sem tratamento podem levar a consequências graves, como amputações. Sintomas como dor e inchaço na região nas pernas e pés, assim como aspecto pálido, arroxeado ou escurecido da pele, queda de pelos e mudanças de temperatura local, pedem uma visita ao angiologista ou cirurgião vascular o mais rápido possível.  

O cirurgião vascular e presidente da SBACV Nacional, Dr. Bruno Naves, esclarece que os consultórios médicos são ambientes limpos, preparados para receber os pacientes, por isso, não há o porquê deixar de ir às consultas. “Antes da Covid-19, sempre fomos muito cuidadosos e preparados para evitar a transmissão de outras doenças, como Aids e hepatite. Além do conhecimento de doenças transmissíveis, aprendemos na faculdade como nos portar em ambientes hospitalares e consultórios, além de quais os cuidados necessários para lidar com pessoas doentes. Somos fiscalizados pela vigilância sanitária. A maior diferença dos tempos atuais é o uso da máscara”, explica.

O especialista explica que não existem ambientes aos quais é possível falar que não há a presença do vírus. Mas, os consultórios médicos têm chances muito menores de transmissão da doença do que locais de grande movimento diário. Dr. Naves ainda pontua que a prevenção é o melhor remédio. “É melhor cuidar da saúde do que tratar da doença. Cuide bem de sua saúde vascular”, finaliza. 

A SBACV

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) é uma associação sem fins lucrativos, que visa a defender os direitos de seus profissionais, médicos e residentes, especialistas em saúde vascular. Além disso, tem como objetivo incentivá-los à produção científica, aprofundando as pesquisas nas áreas de Angiologia, Cirurgia Vascular e Endovascular, Angiorradiologia e outras modalidades. 
A entidade trabalha com uma política alinhada aos valores da AMB (Associação Médica Brasileira) e do CFM (Conselho Federal de Medicina) a fim de conduzir a instituição de maneira ética, sempre valorizando as especialidades médicas em questão. Atualmente, conta com 23 associações regionais espalhadas por todo o Brasil. 

Informações à Imprensa – Way Comunicações

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